Vendas de iPhones diminuem, mas Apple tem receita recorde de US$ 11,5bi

Tim Cook, CEO da Apple
A Apple divulgou os seus resultados do terceiro trimestre fiscal. Apesar da queda nos números do iPhone, a empresa bate recorde em receita

A Apple divulgou seus resultados do terceiro trimestre fiscal após o fechamento do mercado na terça-feira, 30 de julho, e as notícias são animadoras. A companhia registrou receita trimestral de US$ 53,8 bilhões, um aumento de 1% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, e lucro trimestral por ação diluída de US $ 2,18, queda de 7%. As vendas internacionais representaram 59% da receita do trimestre, sendo notado um crescimento no mercado de Wearables.

O conselho de diretores da empresa declarou um dividendo em dinheiro de US$ 0,77 por ação ordinária da empresa. O dividendo é pagável em 15 de agosto de 2019 para os acionistas registrados até o fechamento dos negócios, em 12 de agosto de 2019.

“Esses resultados são promissores em todos os nossos segmentos geográficos e estamos confiantes sobre o que vem pela frente. O saldo do calendário de 2019 será um período empolgante, com grandes lançamentos em todas as nossas plataformas, novos serviços e vários novos produtos.”

Tim Cook, CEO da Apple

A Apple, é claro, não mais libera as vendas unitárias de nenhum de seus produtos de consumo, o que significa que as vendas unitárias do iPhone no trimestre não são do conhecimento de ninguém. Sendo esse o caso, uma métrica que merece atenção é a receita dos crescentes serviços da Apple, uma categoria abrangente que inclui a App Store, o iTunes, a Apple Music, o Apple News + e muito mais.

Durante o trimestre de junho de 2018, os serviços da Apple geraram US $ 9,5 bilhões em receita. Já no mesmo período de 2019, a receita de serviços saltou para US $ 11,4 bilhões.

A empresa divulgou que o lucro por ação (LPA) foi de US$ 2,18, resultado que superou as previsões dos analistas que apostavam em LPA de US$ 2,09. No mesmo trimestre do ano passado, o LPA ficou em US$ 2,34, e no trimestre anterior, o lucro por ação ficou em US$ 2,46.

Apple cresce na NASDAQ
A Apple divulgou também um crescimento nos seus Lucros por Ação, superando o mesmo período do ano passado.

Os números ficaram divididos em US$25,9 bilhões (-10,9%) para IPhones, US$5,8 bilhões (+11,5%) para Macs, US$5 bilhões (+8,6%) para iPads, US$5,5 bilhões (+48,6%) para wearables e casa inteligente, e US$11,4 bilhões (+12,8%) para os serviços.

A empresa vem enfrentando uma queda de demanda na China, que os analistas atribuem ao alto custo de seus celulares e ao crescente nacionalismo econômico entre os consumidores chineses. No primeiro semestre do atual ano fiscal, a Apple viu as vendas na região da grande China, que inclui Hong Kong e Taiwan, assim como a China continental, caírem mais de 20%. Já nesse trimestre parece que as coisas se controlaram na China, e houve queda de 4% nas receitas na região, algo que traz otimismo aos investidores.

Projeções da Apple para o próximo trimestre

A Apple também prevê alguns dados para o quarto trimestre fiscal, como receita entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões, margem bruta entre 37,5% e 38,5%, despesas operacionais entre US$ 8,7 bilhões e US$ 8,8 bilhões, outras receitas / (despesas) de US $ 200 milhões, e taxa de imposto de aproximadamente 16,5%.

Ainda tem muito espaço para crescimento do setor de serviços, já que em março, a Apple anunciou uma série de novos serviços para seus clientes, incluindo um cartão de crédito em parceria com o banco Goldman Sachs, um serviço de assinatura de games, o Apple Arcade e um serviço de streaming de vídeo, o Apple TV+. Os três estão previstos para chegar ao mercado até o final do ano e podem render lucros significativos à companhia, principalmente, a plataforma de streaming de vídeo, que terá produções de nomes como Steven Spielberg e Oprah Winfrey.

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