Passa o Controle: projeto ajuda a doar videogames usados para um novo lar

Passa o Controle: projeto ajuda a doar videogames usados para um novo lar
O projeto Passa o Controle leva consoles de videogame sem uso a jogadores que não têm recursos para adquirir um
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Você tem algum console ou jogo de videogame que não joga mais? Ficaria feliz em vê-lo utilizado por alguém que tanto deseja? Pensando em situações do tipo (em busca da “democratização dos games”), Erick Santos criou em Brasília a iniciativa Passa o Controle, uma forma de conectar donos de consoles ociosos a pessoas que não tem meios para adquirir um videogame.

A inspiração veio do caso de cyberbullying com um jovem pernambucano, via publicação do Facebook, afirmando que Persona 5 é o seu título favorito, mesmo que nunca tenha jogado – o garoto só possuía um celular e conferia a jogabilidade por meio de vídeos. Com o engajamento maldoso de internautas, a informação chegou ao Erick, que se juntou a amigos e enviou um PlayStation 3 (com Persona em formato digital) ao garoto em Pernambuco.

Após o ato altruísta, o podcaster Erick decidiu comandar o Passa o Controle como tentativa de facilitar o acesso ao que muitos consideram ser um meio artístico moderno essencial. Por enquanto estão conectadas quatro ONGs, todas na região sudeste do país, com disposição a se expandir por todos os estados.

projeto passa o controle

A iniciativa funciona da seguinte maneira: os interessados disponibilizam consoles ou games para doar e o Passa o Controle repassará os jogos a ONGs de inclusão digital. Estes doadores então são informados do destino dos itens e recebem “o agradecimento por ajudar na democratização e acesso ao videogame no Brasil“. Para entrar em contato com o projeto basta acessar o site Passa o Controle e realizar a inscrição.

Quem é o brasileiro gamer?

Vale lembrar que, atualmente, quase 3/4 dos brasileiros se consideram gamers. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (PGB) em 2020, 73,4% da população joga videogame, independente da plataforma. Este seria um aumento de 7,1% se comparado a 2019. Em trecho da publicação mais recente da pesquisa, temos dados sobre faixa etária e gênero:

“São os adultos de 25 a 34 anos que mais jogam jogos eletrônicos no Brasil, representando 33,6% do público gamer brasileiro. Em seguida aparecem os jovens de 16 a 24 anos (32,5%). Já em relação ao sexo biológico, contrariando o senso comum de que videogame é coisa menino, desde 2016 a PGB vem apontando que as mulheres são maioria entre os gamers. Em 2020, elas continuam na dianteira, representando 53,8% deste público no Brasil”

Pesquisa Game Brasil (PGB), divulgada em 2020

Dos estimados 220 milhões de smartphones em todo o país entende-se a preferência pela plataforma, pois o celular é utilizado por 86,7% dos jogadores, aliados ao uso de consoles (43%) e do computador (40,7%). O favoritismo mobile tem 7% de aumento em relação ao ano passado. Com o estudo e a noção do consumidor nacional em mente, se torna ainda mais importante a aparição de movimentos e projetos solidários em conjunto a ONGs, como o Passa o Controle, para ajudar na distribuição de um pilar do entretenimento moderno.

FONTES: Correio Braziliense, PGB

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