Prefeitura de São Paulo decreta home office permanente para 120 mil servidores

Foto do Bruno Covas, prefeito de São Paulo, que assinou decreto para home office permanente
Entre as motivações para o home office permanente, a Prefeitura citou o "caminho irreversível" que a prática se tornou na pandemia de COVID-19
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A Prefeitura de São Paulo decretou o home office permanente para o seus mais de 120 mil servidores nesta semana. O decreto foi assinado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e publicado no Diário Oficial da capital paulista.

Entre as motivações para a adoção ao teletrabalho de forma definitiva, a Administração citou o “caminho irreversível” que a modalidade se tornou durante a pandemia de COVID-19.

A Prefeitura também alegou que o home office trouxe, nos últimos meses, um aumento de produtividade e melhoria na prestação de serviços, além da consequente redução das despesas públicas.

A gestão paulistana também apontou o ganho ambiental que o home office permanente vai trazer, já que com ele os servidores não vão precisar se deslocar pela cidade, seja usando carros, motos ou transporte público.

Hoje, milhares de servidores públicos da cidade já cumprem suas jornadas em home office de forma parcial ou integral, principalmente os que integram os grupos de risco do novo coronavírus.

Home office permanente: como vai funcionar

Foto de um escritório montado em casa
Home office permanente tem critérios para avaliar e acompanhar desempenho dos servidores

O decreto assinado por Covas institui as diretrizes para o trabalho remoto. Para acompanhar o home office, a Prefeitura estabeleceu critérios de avaliação que incluem análise objetiva do desempenho do servidor, metas a serem atingidas e registro eletrônico de presença. O decreto também aponta que não pode haver prejuízo para o atendimento ao público.

Apesar de determinar o home office permanente, o decreto não abole totalmente o trabalho presencial em nenhuma das opções definidas. Existem três opções de regime de trabalho: com um, dois ou três dias presenciais por semana. Esse dia (ou dias) de atividade presencial não pode ser fixo e deve ter alternância.

Essa alternância, aliás, deve trazer “maior efetividade na integração e troca de informações necessárias entre os membros das equipes”, de acordo com a Prefeitura de São Paulo. Ainda segundo o decreto, o regime presencial só pode ser fixo pelo prazo máximo de 90 dias, em casos de força-tarefa.

O decreto coloca também a obrigatoriedade de comparecimento presencial, em caso de convocação pela chefia. E essa convocação deve ser feita com, no mínimo, quatro horas de antecedência.

Acompanhamento e avaliação

Foto da fachada da Prefeitura de São Paulo
Prefeitura de São Paulo vai fazer balanço do home office permanente após 90 dias

A gestão paulistana determinou que secretários, subprefeitos e diretores de autarquias e fundações apresentem, em 90 dias, um balanço de como foi essa experiência de home office permanente.

O objetivo disso é começar a definir como vai funcionar o regime de home office em cada instância da Prefeitura. A partir desse balanço, vai ficar a cargo da Secretaria de Gestão fixar uma portaria com as diretrizes e as normas gerais do home office permanente.

Até lá, quem fica responsável por propor soluções e orientar os servidores nas suas necessidades para o cumprimento do teletrabalho é a Secretaria de Inovação e Tecnologia, que também deve viabilizar o monitoramento do desempenho dos servidores.

Tendência saudável?

A Prefeitura de São Paulo não é o único lugar que estuda a viabilidade do home office permanente. No começo deste ano, Jack Dorsey, CEO do Twitter, enviou um e-mail a todos os colaboradores da rede social oficializando o teletrabalho mesmo após a pandemia do novo coronavírus.

Segundo um comunicado oficial, emitido pelo Twitter na época, a empresa foi uma das primeiras a adotar esse sistema de trabalho remoto durante a pandemia.

“Os últimos meses provaram que podemos fazer esse trabalho [de adoção ao home office]. Portanto, se nossos funcionários estiverem em uma função e situação que lhes permita trabalhar em casa e quiserem continuar a fazê-lo para sempre, faremos isso acontecer”

Jennifer Christie, diretora de Recursos Humanos do Twitter
home office coronavírus scaled
Há controvérsias sobre o quão saudável o home office é para os profissionais

Só que uma enquete realizada por um funcionário do Google no aplicativo Blind mostrou que os profissionais acham que home office faz mal para saúde mental

As dificuldades em diferenciar expediente e período de descanso, a pressão para estar sempre online e a falta de interação social (por conta, também, do distanciamento social) estão entre os fatores do home office durante a pandemia que os profissionais apontaram que tiveram impacto negativo na sua saúde mental.

Em contrapartida, Matt Klansen, que é vice-presidente de marketing da Chernell Software, disse, num artigo publicado pelo site Fast Company, que as empresas viram que o home office é mais eficiente para os funcionários.

O executivo também apontou que uma tendência nesse contexto é o trabalho remoto fazer com que as empresas flexibilizem suas regras tradicionais, para gerar valor maior aos seus colaboradores.

Fontes: Estadão e O Globo


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1 Comentário

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  • Sou a favor de home office integral para algumas profissões.
    Muitos passam 3 horas ou mais no trânsito por dia, chegam cansado no serviço e pior ainda quando chegam em casa.
    Home office permite também que a pessoa mude de cidade procurando uma qualidade de vida melhor longe da loucura da cidade grande como São Paulo.
    Seria muito interessante poder trabalhar em uma empresa da capital São Paulo ou Rio e morar por exemplo no interior de São Paulo ou litoral de Santa Catarina.
    Sonho com isso todo dia…