O que esperar da indústria de serviços e da tecnologia após a crise coronavírus COVID-19?

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Listamos sete medidas que podem mudar a indústria de serviços e a tecnologia após a crise do coronavírus COVID-19
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Após o efeito coronavírus COVID-19, não há dúvidas de que o mundo será outro. Mas como será o nosso cotidiano após essa fase? E como a indústria de serviços pode se reinventar depois do forte golpe causado pelo inimigo invisível? 

O editor de tecnologia sênior do portal ZDNet, Jason Perlow, listou sete medidas positivas e negativas que podem transformar a nossa vida e, em especial, o setor privado, que vem sofrendo com a crise causada pelo novo vírus. Veja abaixo!  

Repensando a computação pessoal e comercial

computador moderno e tecnológico com uma mão o controlando via caneta (tecnologia)
As empresas de tecnologia que atuam com produtos terão que se adaptar ao consumidor que hoje trabalha 100% em home office

Nos últimos dias, o home office (ou “escritório em casa”, em tradução livre) ganhou ainda mais destaque devido ao isolamento social causado pelo coronavírus COVID-19. Consequentemente, a forma como trabalhamos em nossa residência também passou a ser analisada. 

No ecossistema da tecnologia, as empresas precisam olhar para esse modelo de trabalho e oferecer equipamentos que sejam personalizados ao home office. Aqui, Jason Perlow enxerga além do dispositivo primário, no caso, o smartphone, e recomenda aparelhos que possam ser ainda mais “flexíveis” para o dia a dia profissional.

Ele ainda defende que, as gigantes da tecnologia não devem apenas mudar a estrutura de seus equipamentos, elas também precisam se atentar aos serviços de nuvem e apostar em itens que sejam mais baratos para o consumidor. 

Serviço de nuvem ainda mais poderoso 

Ilustração que mostra serviço de nuvem completo e diversos componentes de tecnologia e serviço
A crise do coronavírus COVID-19 mostrou que empresas precisam de serviços de núvem completos e personalizados

Por falar em serviço de nuvem, esse recurso será ainda mais valioso e essencial no futuro após a crise do coronavírus COVID-19; a tecnologia deve ser além do simples trabalho de guardar projetos. Ferramentas como Microsoft Azure, Google Cloud, Amazon Web Services, IBM Cloud, Alibaba Cloud e Oracle Cloud serão essenciais para momentos delicados no mundo como agora. 

Perlow ressalta que as nuvens podem executar funções personalizadas para o negócio. No Brasil, há empresas que trabalham de forma 100% remota e toda a sua estrutura (projetos e documentos) são concentrados em serviços de nuvem, favorecendo ainda mais o modelo home office.  

Banda larga aprimorada

Cabos de internet com fibra ótica (tema entrou em discussão após o coronavírus COVID-19)
A preocupação com a banda larga entrou em pauta após o surto de coronavírus COVID-19

Em todo o mundo, todas as pessoas precisam ter acesso à banda larga, defende. Mas também precisamos de uma legislação que possa aprimorar o acesso à internet em todos os países. Por exemplo, com a disseminação do novo coronavírus COVID-19 pelo mundo, muitos serviços de streaming tiveram que reduzir a qualidade de seus serviços. Empresas como Netflix, GloboPlay e até o YouTube anunciaram medidas. Recentemente, a União Europeia fez um alerta por causa da sobrecarga da banda larga causada pelo streaming e pelo home office. Por isso, para garantir ações assim, o mundo precisa de uma lei de “proteção” à redução de qualidade em situações “de emergência”.

Além disso, o editor ressalta que mudanças devem ser feitas para atender às empresas que adotaram o home office e que dependem de boa conexão para videoconferências, por exemplo.  

Retardo do 5G após o coronavírus COVID-19

Aprelhos de tecnologia (notebook e celular) com a identificação 5G
Novo coronavírus COVID-19 pode afetar a expansão da rede 5G

Enquanto a população está mais conectada, especialmente agora com a fase da quarentena, é quase certo acreditar que os investimentos de expansão da rede 5G poderão ser afetados em virtude da crise global causada pelo coronavírus COVID-19

Com a crise, os Estados Unidos podem priorizar outros setores mais essenciais do que o investimento na tecnologia 5G. No Brasil, não podemos esperar um cenário diferente. 

De qualquer forma, o avanço no número de pessoas trabalhando remotamente mostra o quanto a sociedade precisa de boa conexão, principalmente para assegurar que companhias continuem em atividade, mesmo em situações como agora. 

Vida útil dos aparelhos 

Loja da Apple com funcionários usando máscara por causa do novo coronavírus COVID-19
Vida útil de aparelhos tecnológicos deve ser revista

O editor do ZDNet argumenta que os nossos dispositivos eletrônicos podem durar muito mais do que a gente esperava. Para ele, a troca constante de aparelho deve ser revista e as fabricantes precisam oferecer suporte aos clientes que têm computadores e outros gadgets antigos. 

Por exemplo, um laptop velho que não pode receber a versão mais recente do Windows 10 poderá ser atualizado com outro sistema que seja leve, moderno e sobretudo que garanta a segurança do usuário. 

A modalidade seria muito bem-vinda em países emergentes como o Brasil, onde dispositivos eletrônicos são caros e boa parte da população precisa fazer prestações para adquirir um aparelho tecnológico.  

Centralização de distribuição

Carrinho futurista que entrega pizza na casa das pessoas (tecnologia)
No futuro, serviços de delivery podem acabar, defende jornalista

Nos Estados Unidos, estima-se que 75% dos restaurantes independentes podem fechar com a baixa nas vendas causada pelo coronavírus COVID-19. Em decorrência disso, Perlow acredita que haverá mudanças no varejo e, sobretudo, nas empresas de alimentos. Ele reconhece que o delivery é um dos canais mais importantes na contemporaneidade para a compra de comidas. Entretanto, a longo prazo, esse modelo pode não ser mais prático, defende. 

Nos grandes centros populacionais será necessário o uso da tecnologia para desenvolver a distribuição centralizada de alimentos e outros bens. Ou seja, esqueça ir aos seus restaurantes favoritos ou utilizar o delivery. No futuro, iremos retirar nossos alimentos em centros de mantimentos (ou “cozinha fantasma”). De forma totalmente personalizada, utilizando sistemas automatizados, seus alimentos e outros produtos serão entregues no seu veículo, sem nenhuma interferência humana durante esse processo. 

Outro ponto analisado para o futuro pós-coronavírus COVID-19 é a alteração do menu de fast foods como McDonald’s e Burger King. Eles terão de ficar atentos às mudanças de hábitos e oferecer refeições mais equilibradas, pensando na qualidade de vida de seus consumidores

Tecnologia e distanciamento social 

Home Office
Distanciamento social pode ser poderá ser intensificado

Perlow acredita que o distanciamento social causado pela pandemia de coronavírus COVID-19 impulsionará ainda mais a “cultura de distanciamento”, tendo em vista que a própria tecnologia pode promover isso. 

Se antes você utilizava aplicativos para checar o trânsito ou mapear onde fica um restaurante, ou comércio varejista, tecnologias como aprendizado de máquina, big data e crowdsourcing serão utilizadas para ajudar na comodidade do cliente e evitar aglomerações em locais públicos. 

Utilizando dados em tempo real, dispositivos eletrônicos (smartphones e outros gadgets) serão usados para aprimorar a lojas de bens e serviços. Após a crise, você agendará todos os seus serviços, atendendo cada cliente com mais calma e até de forma personalizada, evitando multidões. 

E o boom dos comércios 24 horas? Para Perlow, o mundo apostará em “profissionais noturnos”. Lojas que não trabalhavam em sistema 24h passarão a adotar esse método para atender ao cliente com mais rapidez, independentemente do horário. Aqui, estamos falando de supermercados, restaurantes (e entregas), entre outros. Vale ressaltar que a mudança exige tecnologias de gerenciamento, capazes de atender uma sociedade que está sempre acordada (e isolada em casa ou no serviço).

Fonte: ZDNet.

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