Nubank compra a Easynvest, corretora de valores

Nubank compra a Easynvest, na foto, uma moça segurando um cartão de crédito roxo do Nubank sobre um fundo roxo
Nubank compra a Easynvest com a proposta de democratizar o acesso ao mercado de investimentos
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A startup de serviços financeiros Nubank anunciou na manhã dessa sexta feira, 11 de setembro, a aquisição da corretora Easynvest. O Nubank compra a Easynvest para cimentar a entrada do maior banco digital do país no ramo de investimentos, num momento em que o mercado passa por certo aquecimento. A corretora, por sua vez, é responsável pelo auxílio a mais de 1,5 milhão de clientes, tendo ainda R$ 20 bilhões sob custódia.

Segundo o Nubank, como a aquisição foi fechada ontem, na quinta feira, ainda não há previsão de mudanças para os clientes de ambas as plataformas. É também necessário que o acordo seja analisado e aprovado tanto pelo Banco Central quanto pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Os valores da operação não foram divulgados, mas, além do pagamento em dinheiro, o negócio foi realizado por meio da troca de ações entre as duas empresas.

Estamos muito contentes com a aquisição. Estudamos o setor de investimentos com muito cuidado já há algum tempo e entendemos que ele é estratégico por várias razões. Uma vez que o Nubank comece a oferecer produtos de investimentos para os nossos 30 milhões de clientes, há um potencial enorme para conquistarmos uma posição ainda mais forte nesse mercado.

David Vélez, fundador e CEO do Nubank, à Exame

Nubank compra a Easynvest: quais são as vantagens para as duas empresas?

Nubank compra a Easynvest para investir no setor de investimentos
Segundo o banco digital, a missão das duas empresas é muito semelhante no que diz respeito ao acesso à plataformas de investimento.

O Nubank compra a Easynvest com o objetivo de ampliar suas receitas por meio da oferta de produtos específicos do mercado de valores, como fundos de investimento, que são aproximadamente 450, além de aumentar a recorrência de uso dos serviços financeiros. Não só isso, a compra vai posicionar o Nubank em condições bastante favoráveis de se beneficiar do forte crescimento do mercado de investimentos, principalmente no ambiente de juros mais baixos.

Já para a Easynvest, ainda que a aquisição signifique que ela será incorporada aos serviços do Nubank eventualmente, abre uma oportunidade muito interessante para potencializar seu crescimento, aumentando ainda mais a margem de lucro e ampliando a oferta de serviços. Esse desejo expansionista já se mostrou mais cedo neste ano, quando a Easynvest contratou o banco americano JPMorgan, em junho, para ajudá-la no objetivo.

Esse acordo é um reconhecimento da trajetória de sucesso da Easynvest em democratizar o acesso a investimentos. Com o Nubank, a empresa se torna mais competitiva, alcança um novo patamar de crescimento e amplia a oferta de serviços para ainda mais pessoas no Brasil e América Latina.

Fernando Miranda, CEO da Easynvest, à Exame

O desejo das duas empresas é de se integrarem lentamente, tendo em vista até mesmo a necessidade de não sobrecarregar os clientes com uma enxurrada de produtos. Dessa maneira, o Nubank compra a Easynvest para, aos poucos, melhorar a oferta de serviços do gênero para pessoas que outrora não conseguiriam ou sequer se interessariam pelos serviços da corretora. Segundo comunicado oficial do banco, investir precisa ser algo mais acessível.

Para este fim, ambas empresas concordaram em aumentar, também, as propostas de educação financeira. Ainda que as duas já ofereçam esse tipo de serviço, a junção deles servirá para reforçar o objetivo de democratização do acesso de investimentos, conforme afirmou Fernando Miranda. Já de acordo novamente com o comunicado oficial, o número de investimentos subiu 76% entre os meses de dezembro de 2019 e agosto desse ano, o que caracteriza uma necessidade pungente de se melhorar a oferta de serviços financeiros.

Mais cedo nesse ano, as startups da cidade de São Paulo ficaram em evidência por terem recebido mais aporte do que outras do gênero em quatro países somadas.

Fontes: Exame | InfoMoney | Nubank

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