Malha aérea emergencial reduz em 91,61% os voos no Brasil

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Decisão feita em conjunto entre Governo Federal e companhias aéreas garante que todos os estados do país continuem interligados por voos
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Nesta sexta-feira (27) representantes do Ministério da Infraestrutura, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e das companhias aéreas Azul, Gol e LATAM chegaram em um acordo sobre uma escala mínima de vôos que irá garantir que todas as principais cidades do país tenham pelo menos uma companhia operando vôos regularmente durante o período de quarentena decorrente da pandemia pelo novo coronavírus COVID-19.

Esta escala mínima irá atender ao todo 46 cidades do país, e incluirá todas as capitais nacionais, o Distrito Federal e outras 18 cidades que foram consideradas como estrategicamente importantes. A preocupação do Governo Federal era garantir que todos os estados tenham pelo menos uma ligação aérea entre si, garantindo assim a presença de uma malha que continue a interligar todo o país.

De acordo com o diretor-presidente da ANAC, Juliano Noman, a manutenção de um serviço aéreo básico é essencial para que o país consiga superar esse momento de crise, permitindo não apenas o deslocamento das pessoas que necessitam viajar, mas também de profissionais da saúde e de materiais.

Esta posição foi confirmada pelo Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que revelou que o país já conta do déficit da balança comercial no setor de saúde, e um dos motivos é que uma boa parte da distribuição de vacinas, remédios, insumos e equipamentos hospitalares é feita utilizando-se os bagageiros dos aviões comerciais.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz, já era esperado que com a crise as empresas começassem a reduzir o número de seus vôos e paralisar suas operações, e o que este acordo faz é apenas organizar essa redução.

Como funcionarão esses vôos?

No geral, a malha emergencial definida para o período de quarentena é 91,61% menor do que do que a que as empresas originalmente desejavam, e significará uma queda de 56,06% na quantidade de localidades atendidas, com a quantidade de cidades que recebem vôos caindo de 106 para 46, e a quantidade de vôos semanais no país passando de 14781 para 1241.

Destes 1241 vôos semanas, 483 serão operados pela LATAM, 405 pela Azul e 353 pela Gol. A distribuição de quais empresas continuarão operando em cada estado pode ser vista no mapa abaixo:

mapa voos reduzidos covid-19
Mapa mostra quais companhias continuarão operando em cada estado (Imagem: ANAC)

Todas as capitais continuarão recebendo vôos em seus aeroportos e, no caso de alguma delas ter mais de um aeroporto (como São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo), todos continuarão com pelo menos uma companhia aérea oferecendo vôos nacionais de cada um destes aeroportos.

Com exceção das capitais de cada estado e do Distrito Federal, as cidades que continuarão com vôos domésticos saindo de seus aeroportos serão Campinas (SP), Chapecó (SC), Fernando de Noronha (PE), Foz do Iguaçu (PR), Ilhéus (BA), Imperatriz (MA), Juazeiro do Norte (CE), Londrina (PR), Marabá (PA), Montes Claros (MG), Navegantes (SC), Petrolina (PE), Porto Seguro (BA), Santarém (PA), São José do Rio Preto (SP), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Uberlândia (MG).

Essa nova malha reduzida passará a valer em todo o Brasil a partir do próximo sábado (28), e quem já tem vôo marcado para alguma das rotas que continuarão operando, mas com uma companhia que não está responsável por esta rota, poderá fazer o pedido de transferência de sua passagem para a da companhia que ficará responsável pelo vôo.

Sonovicz ainda afirma que as companhias aéreas também estão livres para fazer novas mudanças na oferta de vôos, mas que qualquer mudança daqui para frente deverá ser feita em coordenação com a ANAC e o CADE. 

Fonte: Valor Investe, ANAC

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