Magazine Luiza compra AiQFome, startup de delivery de comida

Logo do aplicativo AiQFome, a silhueta de um fantasma em branco com o nome do aplicativo também branco sob um fundo roxo
O Magazine Luiza anunciou a compra da startup de delivery de comida AiQFome, expandido ainda mais os serviços do seu aplicativo

O Magazine Luiza anunciou, nesta quinta feira, dia 3 de setembro, a compra da startup de delivery de comida AiQFome, localizada na cidade de Maringá, no Paraná. O serviço de entregas será integrado ao aplicativo do Magalu, ampliando ainda mais o escopo de funcionamento do app, que já conta com uma carteira digital, o MagaluPay, além de e-commerce de outras empresas, como Estante Virtual, Época Cosméticos, Netshoes e Zattini.

O AiQFome atende 350 cidades distribuídas em 21 estados dentro de todo o território nacional, alcançando um número de usuários próximo aos 2 milhões e tendo parceria com 17 mil restaurantes. A média de pedidos, segundo dados do próprio aplicativo, é de três encomendas por mês por cada usuário, o que gera uma receita aproximada de 700 milhões de reais por ano — essa recorrência de pedidos é um dos objetivos principais do Magalu no que concerne ao aumento de vendas.

AiQFome tem um modelo diferente de entrega

Imagem do aplicativo AiQFome, representando uma personagem ilustrada comendo sanduíches sob um fundo roxo e os dizeres "o app de delivery mais fominha da internê"
Apostando numa linguagem mais descontraída e na interação em redes sociais, o AiQFome cresce cada vez mais.

Ao contrário de outros aplicativos de delivery de comida, como o iFood, Uber Eats e outros, o AiQFome toma a posição de mediador entre a encomenda e o pagamento das refeições, enquanto a entrega propriamente dita fica sob responsabilidade do restaurante parceiro. 

Com a compra pelo Magazine Luiza, o aplicativo receberá mais investimento para operar em cidades de grande porte, além de conseguir melhores oportunidades logísticas para atender a cidades pequenas no interior do Brasil. Como se não fosse o suficiente, os restaurantes integrados ao app também ganharão benefícios, como o acesso ao Magalu Pagamentos, ao Magalu Entregas e a todos os outros serviços do programa Magalu as a Service.

O objetivo é transformar o aplicativo em um superapp. Temos mais de 30 milhões de usuários ativos mensais no nosso app Magalu, e nessa estratégia temos investido em aumento de sortimento. Sabemos que o pedido de comida no delivery é cada vez mais recorrente e a aquisição do AiQFome reforça a frequência de uso.

Roberto Bellissimo, CFO do Magazine Luiza, em transmissão para jornalistas

Com o tempo, os entregadores associados ao aplicativo da startup podem começar a entregar outros produtos do Magazine Luiza também, desenvolvendo ainda mais a rede logística da gigante varejista. O foco do Magazine Luiza ao desenvolver esse super aplicativo parece ser o de oferecer soluções em todos os segmentos, o que é, cada vez mais, uma realidade próxima.

Dessa maneira, um usuário não precisará instalar vários aplicativos diferentes no smartphone, basta adquirir um só para ter acesso a vários ramos do comércio digital, tudo à distância de um só toque.

O AiQFome poderá também ser beneficiado pelo sistema de escala, ganhando o auxílio do LuizaLabs, laboratório de inovação do Magazine Luiza que já possui cerca de 1.300 desenvolvedores. A operação de aumento de escala poderá reproduzir o que já ocorreu com outras startups compradas pelo Magalu, como por exemplo a Logbee, de tecnologia logística. Em maio de 2018,quando foi adquirida, a Logbee atuava apenas na cidade de São Paulo. Hoje, está presente em centenas de municípios ao redor do país.

Mais do que executar nossa estratégia, acreditamos que estamos contribuindo para fortalecer o ambiente de inovação do país, formado principalmente por startups.

Roberto Bellissimo, CFO do Magazine Luiza, em transmissão para jornalistas

E, até o presente momento, essa estratégia parece estar funcionando bem, dado que a Magalu cresceu 49% no segundo trimestre de 2020, mesmo em meio à pandemia, e se tornou a maior varejista do país. Muito disso se deu por conta dos investimentos na área digital da empresa, principalmente no meio de uma crise sanitária que impediu a grande maioria da população de ir às ruas.

Fontes: Exame | G1

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