HP entra no mercado de impressão 3D industrial com a linha Jet Fusion

Impressoras Jet Fusion 3D da HP chegam ao Brasil e prometem revolucionar a manufatura industrial com velocidade, qualidade e baixo custo

Quase três anos após seu lançamento, chegam ao Brasil as impressoras 3D da HP, a linha Jet Fusion. Desenvolvidas para revolucionar a produção industrial, elas trazem uma tecnologia veloz, de ótima qualidade e de baixo custo em relação às impressoras 3D convencionais.

Em uma impressora 3D que utiliza filamento, um bico derrete o material plástico e o vai depositando camada por camada em uma base, seguindo o desenho da peça. Nas impressoras Jet Fusion, um carro espalha o material plástico na base e, em seguida, outra barra móvel transversal espirra agentes de detalhamento e fusão para formar o objeto. Veja o vídeo abaixo para entender melhor:

“Haviam três barreiras que impediam a utilização da impressão 3D no processo industrial: velocidade, qualidade e custo. Não existe tecnologia de impressão 3D tão barata quanto a nossa e ela é competitiva em relação aos processos convencionais de manufatura até 60 mil peças.”

Claudio Raupp, presidente da HP Brasil
Carlos Raupp, presidente da HP Brasil
Carlos Raupp, presidente da HP Brasil

“A Jet Fusion produz peças em velocidade no mínimo 10 vezes maior que as tecnologias de impressão 3D convencionais. A qualidade e resolução das peças é impressionante e tem repetibilidade. Se imprimirmos 10 mil peças, elas serão exatamente iguais.”

Claudio Raupp, presidente da HP Brasil

Segundo a empresa de consultoria e análise Context, o mercado de impressoras 3D para uso industrial cresceu 18% no ano passado e não dá sinais de esmorecer este ano.

HP Jet Fusion 580
HP Jet Fusion 580

A HP está trazendo ao Brasil dois modelos da linha Jet Fusion, a 540, monocromática, e a 580, capaz de fazer peças multicoloridas. A empresa não divulga o valor de cada impressora porque elas são vendidas dentro de um pacote personalizado de acordo com o que o cliente pretende fazer.

“Não é como colocar um produto na prateleira e começar a vender. É uma nova categoria de produto. É uma impressora industrial que precisa entrar na cadeia produtiva e exige modificar processos. Isso envolve consultoria, engenheiros de software e toda uma série de adaptação”.

Claudio Raupp, presidente da HP Brasil
Peça impressa na HP Jet Fusion
Peça impressa na HP Jet Fusion

HP: preferência ao canal

Para vender sua solução, a HP, cujas vendas sempre foram feitas prioritariamente através de revendedores, firmou uma parceria com a SKA. Siegfried Koelln, presidente da SKA, disse, durante o evento:

“Começamos com software de CAD 2D, depois modelagem 3D e depois com impressão 3D na prototipagem. A possibilidade de utilizar a manufatura aditiva na produção industrial é uma grande janela de oportunidade para o Brasil crescer no mercado global. É uma tecnologia qua vai ajudar nossa indústria a ter mais velocidade e reduzir o tempo de desenvolvimento e entrega de novos produtos, um dos principais problemas atuais. Temos engenheiros muito inovadores , mas estamos chegando atrasados na quarta revolução industrial, que é a da digitalização das industrias”.

Siegfried Koelln, presidente da SKA

Quarta Revolução Industrial

Richard Bailey, presidente da HP America, ressalta que a empresa tem grandes vantagens comparativas para atuar no mercado da manufatura digital. A HP utiliza suas Jet Fusion para produzir peças para seus produtos, inclusive para a própria Jet Fusion. Ou, como dizem os americanos, “nós comemos nossa própria comida de cachorro”.

“Estamos passando por uma mudança gigantesca causada pela transformação digital. Todo governo e toda empresa está procurando digitalizar seus processos para atender um consumidor muito mais exigente. Todos querem melhorar a experiência de seus consumidores e causar a disrupção em seus mercados ou evitar ser “disruptado”, por seus concorrentes. A forma que encontramos para entrar nessa revolução foi no mercado de impressão 3D”.

Richard Bailey, presidente da HP Americas

As impressoras 3D Multi Jet Fusion 500 são apenas parte do equipamento necessário para digitalizar uma linha de produção. Para produzir em escala, o cliente precisa adquirir a estação de trabalho da linha Jet Fusion 4200. Ela fornece uma estação de processamento que inclui um módulo de resfriamento rápido e um sistema estanque de desempacotamento e coleta de material. Com ela, quase 80% do material descartado na produção de uma peça pode ser reutilizado na produção de outra. Segundo Raupp, o custo de implementar a solução completa de manufatura digital com a Jet Fusion começa a partir de US$ 400 mil.

O primeiro cliente da Jet Fusion no Brasil é a Flex (antiga Flextronics), que já fabrica impressoras e PCs da HP. “Como brasileiro, estou muito orgulhoso”, diz Leandro Santos, gerente geral da Flex. “Poucos países tem nossas vantagens. Temos uma indústria forte, boas instituições académicas e um grande mercado interno. Produzimos carros, televisões, Fazemos notebooks, celulares e essa tecnologia permite realizar inovações muito mais rapidamente”. Segundo ele, o custo de ferramental para manufatura era um grande empecilho para a inovacão.

“Quando comparamos a manufatura digital com a convencional, percebemos o impacto que ela terá. No processo analógico você desenha uma peça, faz um protótipo, depois cria o molde da peça, simula o processo injeção, depois testa o molde, tudo isso pode demorar meses ou até mais de um ano. No processo digital, você desenha a peça e imprime. Pronto. Se quiser modificar a peça, pode fazer e ver a mudança imediatamente. Ou criar várias peças, uma diferente da outra”.

Siegfried Koelln, da SKA

O Brasil foi escolhido pela no como um dos mercados prioritários para seu negócio de impressão 3D devido ao tamanho de seu parque industrial, principalmente nos setores automotivo, de saúde e aeroespacial.  A HP deve lançar no ano que vem uma impressora Multi Jet que imprime peças em metal.

1 Comentário

Clique aqui para postar um comentário

Deixe uma resposta