Facebook cria divisão especial para gerenciar pagamentos eletrônicos

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Denominada Facebook Financial (F2), ela supervisionará projetos para expandir negócios de pagamentos eletrônicos, incluindo o Facebook Pay
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O Facebook lançou uma divisão para gerenciar os sistemas de pagamentos  em seus aplicativos. O objetivo, de acordo com a Bloomberg, é expandir seus negócios de pagamentos eletrônicos.

O Facebook Financial (F2) vai supervisionar todos os projetos de pagamentos eletrônicos da empresa, incluindo o Facebook Pay, lançado em 2019, que permite aos usuários enviar e receber dinheiro por meio da rede social, WhatsApp, Instagram e Messenger.

Quem vai ser o responsável pela nova divisão do Facebook é o executivo David Marcus, que contribuiu no projeto da Libra, a criptomoeda da empresa. Marcus também trabalhou no Messenger e no PayPal e vai continuar no comando da Novi, que é a divisão que desenvolve uma carteira digital para armazenar a criptomoeda Libra.

Executivo do Facebook, David Marcus
David Marcus é o executivo responsável pela nova divisão do Facebook

“Temos muitas coisas de comércio acontecendo no Facebook. Sentimos que era a coisa certa a fazer para racionalizar a estratégia no nível da empresa em torno de todos os pagamentos.”

David Marcus, executivo responsável pela nova divisão do Facebook

A nova divisão do Facebook

Segundo informações publicadas pela Bloomberg, uma das prioridades da nova divisão vai ser completar as operações de pagamentos do WhatsApp na Índia e no Brasil, superando os obstáculos regulatórios em ambos os mercados.

No caso do Brasil, os pagamentos via WhatsApp foram suspensos por meio de uma determinação do Banco Central. O WhatsApp Pay tinha sido lançado em junho e, na época, a justificativa do BC foi que a realização dos pagamentos por meio do aplicativo poderia gerar “danos irreparáveis” ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também chegou a entrar com uma medida cautelar para suspender a parceria entre Facebook e Cielo, sob a justificativa de “mitigar potenciais riscos à concorrência”.

Em seguida, o Cade liberou a parceria entre as duas empresas. Mas o WhatsApp Pay segue aguardando a liberação do Banco Central para funcionar no Brasil.

Smartphone com logo do Facebook e criptomoedas atrás
Libra é a criptomoeda do Facebook

Ainda de acordo com informações da Bloomberg, a nova divisão da empresa é um dos esforços mais recentes da rede social para expandir suas operações para o comércio e a área de pagamentos digitais.

A criação dessa divisão é mais um passo para aproximar os produtos individuais e aplicativos que são da rede social. Inclusive, o CEO Mark Zuckerberg anunciou planos para integrar todos os serviços de mensagens da empresa.

David Marcus é um veterano em pagamentos e um executivo de confiança da rede social. Ele entrou na empresa em 2014, após deixar o cargo de presidente do PayPal. Antes de assumir o projeto Libra, Marcus havia comandado o Messenger.

A empresa também contratou Stephane Kasriel, ex-CEO da Upwork, como vice-presidente de pagamentos. Stephane vai atuar sob a supervisão de Marcus na nova divisão da empresa.

Apps do Facebook

Smartphone com apps do Facebook
Apps adquiridos pelo Facebook mostram ‘from Facebook’ ao serem acessados

Recentemente, a empresa alterou os logos do aplicativos que adquiriu com o tempo, incluindo “from Facebook” em todos. O objetivo é deixar em evidência quais são os aplicativos que funcionam sob a tutela da rede social.

Espera-se que poder realizar compras e transações direto nos aplicativos do Instagram, Messenger e WhatsApp vai fazer com que a publicidade da empresa tenha mais valor. Isso porque os usuários vão passar mais tempo nos aplicativos que, atualmente, são da empresa.

“Conforme os pagamentos crescem no Messenger e no WhatsApp e como somos capazes de implementá-los em mais lugares, acho que isso só vai crescer como uma tendência.”

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook

Numa teleconferência sobre o balanço do segundo trimestre do Facebook, realizada em julho, Zuckerberg disse que estava “muito animado” com essa ideia de comércio embutido nos aplicativos de mensagens da empresa.

Boicotes

Recentemente, diversas empresas “cancelaram” o Facebook. O boicote publicitário ocorreu em manifestação para que a empresa reforçasse suas políticas de moderação de mensagens de ódio e controle de notícias falsas.

O boicote foi comandado pela organização não-governamental “Stop Hate for Profit” (“Pare de Lucrar com o Ódio”, em tradução livre). Mais de 400 marcas aderiram ao movimento, entre elas gigantes de diversos segmentos, como Microsoft, Coca-Cola e Honda. 

Fontes: Bloomberg e Business Insider

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