Com o coronavírus (COVID-19), muitas empresas não querem ou não podem mais pagar por software em nuvem

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Com a crise do coronavírus (COVID-19), muitas empresas estão revendo os investimentos em software em nuvem
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Muitas empresas de software em nuvem, também conhecidas como companhias de Software como Serviço (SaaS) são conhecidas por serem protegidas de crises econômicas. O mesmo acontece com outras corporações que atuam na popular economia da assinatura (ou da recorrência), com receitas recorrentes mensalmente ou anualmente. No entanto, analistas do setor observam uma mudança nessa modalidade em virtude da pandemia da COVID-19

Não há dúvidas de que empresas gigantes dependem de programas consistentes, que assegurem a proteção e a produtividade. Muitas vezes, esses softwares se tornam essenciais para que a companhia continue atuando. Mas será que mesmo precisando tanto elas estão dispostas a pagar pelo serviço? Em entrevista ao portal Business Insider, Gavin Baker, fundador da Atreides Management, disse que ficou impressionado com as propostas recebidas nos últimos dias.

Gavin Baker fala sobre o serviço de núvem
Gavin Baker, fundador da Atreides Management, notou uma mudança no setor após o coronavírus

Recentemente, em sua conta no Twitter, Baker escreveu que teve uma conversa com um CEO de uma grande empresa de software. Esse CEO conversou com o diretor financeiro de uma das maiores companhias aéreas dos Estados Unidos, que solicitou condições de pagamentos mais acessíveis, sugerindo pagar US$ 250 mil pelo software.

Baker recorda que essa mesma companhia conta com orçamento bilionário destinado ao TI (Tecnologia da Informação), ou seja, ela poderia pagar muito mais pela contratação de SaaS. Para ele, muitos fornecedores de software estão recebendo propostas inviáveis de pequenos e grandes clientes em decorrência da crise causada pelo coronavírus (COVID-19).

Redução de custos no setor de software em nuvem

Software em nuvem
Com o coronavírus (COVID-19), muitas empresas deixaram de investir em software em nuvem

Zendesk, Workday, Salesforce, ServiceNow e Okta. Essas são algumas das empresas que oferecem software em nuvem, sem falar das inúmeras startups. Diversos setores da economia gastam e também dependem muito dos prestadores de serviço tecnológico. 

Contudo, até que ocorra a reabertura da economia, muitas empresas não querem ou simplesmente não conseguem pagar pelo software em nuvem contratado. Enquanto cortam despesas por causa da pandemia, elas também buscam maneiras de sustentar os lucros. 

“As condições de pagamento do software mudarão significativamente como resultado dessa recessão. Suspeito que menos clientes paguem adiantado e que veremos as condições de pagamento aumentarem significativamente”.

escreveu Gavin Baker

A área de TI tende a sofrer com os cortes financeiros que estão sendo feitos este ano. Uma pesquisa divulgada pelo site SiliconAngle revela que os investimentos com tecnologia da informação vão cair 5% em 2020. Os setores mais afetados são exatamente aqueles que, geralmente, precisam de software em nuvem e outras tecnologias. São eles: companhias aéreas, de energia, do entretenimento, da saúde, telecomunicações e o próprio governo.

Com o coronavírus (COVID-19), muitas empresas não querem ou não podem mais pagar por software em nuvem
A área de TI de muitas empresas irá perder com a crise

A pesquisa mostra que os famosos players de software, como Dropbox, Box e o Slack, além de Microsoft Azure, Amazon Web Services e Google Cloud também são impactados pela crise do coronavírus (COVID-19).

“Os orçamentos de TI, uma vez reduzidos, provavelmente não voltarão, já que as empresas podem querer garantir que estejam em um lugar melhor antes de afrouxar as restrições”.

Pat Walravens, analista de ações de software

Imune à crise?

Muitas empresas do setor estavam na zona de conforto com a crise do coronavírus (COVID-19)
Muitas empresas do setor estavam na zona de conforto com a crise do coronavírus (COVID-19)

Há um bom tempo, os fornecedores de software em nuvem não são afetados por crises econômicas. Afinal, o pagamento recorrente garante o fluxo de caixa, e seus clientes não podem ficar sem os serviços de software em nuvem, obviamente. Provedores médios atuam com flexibilidade e cobram mensalmente pelo serviço, enquanto os maiores fecham contratos de longo prazo (anual ou plurianual), o que era benéfico, tendo em vista que sempre terá dinheiro em caixa. 

Com a crise, Baker defende que prestadores de Software como Serviço (SaaS) terão que se adaptar à nova realidade pós-coronavírus. Se quiser manter o cliente, o fornecedor terá que criar contratos mais flexíveis. 

Mudança na prática

Logo no início da crise, muitos dos prestadores de serviço de software em nuvem estavam confiantes com os seus negócios e na zona de conforto sobretudo pelo modelo de receita recorrente. Contudo, essa tranquilidade foi mudando conforme o vírus foi avançando. 

Em fevereiro, Marc Benioff, presidente da Salesforce, uma companhia americana de software baseada em nuvem, disse que o coronavírus (COVID-19) não iria impactar diretamente a empresa e estava seguro com isso. Tudo isso mudou após ele receber um relatório com diversas observações de impactos na Salesforce com a pandemia. O corte de tecnologia da informação pelos clientes estava no relatório, por exemplo.

E você, leitor, tem observado esse novo movimento no Brasil? Compartilhe conosco aqui nos comentários.

Fontes: Business Insider; SiliconAngle.

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