Conheça o Centro de Inovação e Design da Intel em Guadalajara, no México

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A Intel convidou diversos jornalistas para conhecerem uma das maiores áreas de testes da empresa, que fica em Guadalajara, no México. Confira como foi

À convite da Intel, o Showmetech viajou até Guadalajara, no México, para conhecer o Guadalajara Design Center (GDC), o centro de pesquisa e desenvolvimento de novas soluções tecnológicas da empresa. É deste complexo gigante e moderno, que sai as ideias e soluções mais mais geniais para melhorar a vida das pessoas através de tecnologia.

Começando como um pequeno laboratório que desenvolvia chips de telecomunicação, atualmente a planta abriga mais de 1.500 colaboradores em uma área de 15 mil metros quadrados, após a ampliação feita em 2014. Visitamos a instalação e contamos mais abaixo como foi nossa experiência.

Uma visão do futuro

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Complexo comporta mais de 1.500 funcionários

A planta é composta por dois prédios com escritórios e mais um com 5 mil metros quadrados para os laboratórios. O local é responsável por diversas tecnologias que estarão disponíveis no mercado nos próximos anos. Entre as mais estudadas, estão os dispositivos eletromagnéticos, sistemas de acústica, processamento de vídeo e imagem, computer vision (visão computacional, em tradução livre), circuitos integrados, veículos autônomos e drones.

Na tentativa de identificar novos campos que possam ser comercializados, o local recebe em média 5 mil visitas de estudantes anualmente, do primário à universitários, estimulando o interesse pela área tecnológica. Em conjunto com mais de 20 universidades locais, a Intel trabalha para capacitar e desenvolver projetos com mais de 500 alunos. Em geral, os participantes acabam sendo contratados pela empresa.

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Escultura representa a fusão da tecnologia Asteca com a Intel

Mantendo a qualidade Intel

Uma das salas de testes da Intel, por exemplo, é chamada de câmara Anecoica. Totalmente isolada de sons externos, ela é usada para testar sistemas de interpretação e reconhecimento de voz, como os usados em assistentes virtuais como Alexa, Cortana e Google Assistente.

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A sala Anecoica é a prova de som, sendo usada para testar assistentes virtuais

Outro software testado era capaz de reconhecer pessoas e objetos com a câmera, informando se era a primeira vez que o indivíduo visitava o local. Com a maior parte dos testes automatizada, não é necessário a presença do engenheiro a todo momento no laboratório.

Segundo a Intel, por isso era comum algumas mesas ficarem vazias durante esses experimentos. Dependendo do produto, a fase de pesquisa pode demorar meses, como é o caso de processadores poderosos como o Intel Core (Ice Lake) de 10ª geração.

Movidius: um computador na palma da mão

Um dos produtos mostrados durante a visita foi o Movidius Neural Computer Stick 2, um kit de desenvolvimento de IAs portátil em formato de pendrive. A segunda versão consegue testar, ajustar e criar protótipos de softwares de maneira mais ágil que seu antecessor – é como ter um pequeno “cérebro” digital na palma da mão.

Movidius é basicamente um cérebro que cabe no bolso
Movidius é basicamente um cérebro que cabe no bolso

O dispositivo tem suporte da plataforma OpenVino, programa responsável por criar e disseminar criações por diversas plataformas Intel. Esse sistema permite que os produtos desenvolvidos com o Movidius, por exemplo, seja compatível com maior número de dispositivos Intel.

Drones Autônomos

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Testes para novos processadores podem demorar meses, dependendo do modelo

Em outra área de testes apresentada, vimos testes com drones autônomos. De acordo com a empresa, esses dispositivos têm cada vez mais aplicações produzidas para indústrias e consumidores. Durante a demonstração, os drones eram programados para manterem suas posições mesmo em situações adversas, como um empurrão ou quando batiam em outro objeto.

Os dispositivos também conseguem se desviar de pessoas e objetos de maneira independente, evitando acidentes. Assim como os carros, ainda há uma alta complexidade para aperfeiçoar essa tecnologia que possui um futuro promissor.

Intel no Brasil

Fundada em 1968, a Intel possui mais de 100 mil colaboradores no mundo. A empresa chegou ao Brasil em 1987, instalando sua sede em São Paulo. Em 2014, inaugurou um Centro de Inovação em parceria com a AMT, na cidade do Rio de Janeiro.

O espaço conta com três áreas: uma dedicada aos sistemas para uso das empresas em Provas de Conceito (PoCs) e Projetos-Piloto; outra para o desenvolvimento de projetos de universidades e centros de pesquisas apoiados pela Intel no país; e uma terceira para incubar startups e fomentar o surgimento de novos produtos ou serviços para o mercado brasileiro via o empreendedorismo.

Estes são apenas alguns dos diversos projetos da Intel no centro de pesquisa e desenvolvimento em Guadalajara, no México. É importante notar que, além de processadores para PCs e notebooks, a Intel trabalha com o objetivo de facilitar a produção nas empresas, desenvolvendo uma automação cada vez mais inteligente.

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