Consumidores vão adotar compras online e priorizar sustentabilidade no final do ano

Compras online freepik
Em virtude da pandemia, a maioria dos consumidores brasileiros vai trocar o comércio físico pelas compras online e optar por marcas sustentáveis

A IBM, através do IBM Institute for Business Value, divulgou um estudo sobre os hábitos de consumo ao redor do mundo. De acordo com o instituto, 64% dos consumidores brasileiros estão dispostos a fazer suas compras online, enquanto 66% vão considerar produtos sustentáveis na hora de escolher um presente. 

O estudo da IBM avaliou 12.500 consumidores do Canadá, Índia, México, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. De acordo com os dados obtidos, priorizar compras online e mais sustentáveis é uma tendência que vem ganhando força, afinal 54% de todos os consumidores que participaram da pesquisa afirmaram que estão dispostos a mudar os hábitos de consumo.

Para Thais Marca, Managing Partner da IBM na América Latina, a procura por marcas sustentáveis se intensificou durante a pandemia de COVID-19. As pessoas ficaram mais preocupadas com o impacto ambiental de suas escolhas e estão dispostas a mudar. Thais destaca também que os comerciantes precisam ficar atentos a esse novo perfil de clientes pois “os consumidores atualmente esperam que as marcas com que fazem negócios estejam alinhadas com seus valores ambientais e sociais”. 

“Os varejistas são desafiados como nunca a atender esses novos comportamentos que foram intensificados durante a pandemia. Para emergirem fortes nesse contexto, eles precisarão fazer investimentos em duas frentes – tecnologia e pessoas.”

Thais Marca, Managing Partner da IBM na América Latina.

Compras online continuarão em alta

Compras online ebit nielsen
Número de consumidores que fizeram as primeiras compras online teve um crescimento maior que a média, segundo a Ebit/Nielsen

Segundo a IBM, 80% dos consumidores compraram no comércio físico em 2019, mas este ano apenas 36% pretendem sair às compras. Como nós já falamos por aqui, um estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostrou que as vendas no e-commerce brasileiro em 2020 atingiram em seis meses o crescimento que era previsto para seis anos. Segundo a Fecomércio-SP a pandemia de COVID-19 acabou impactando positivamente as redes varejistas que operam online. 

Dados da Ebit/Nielsen revelam que as compras online subiram durante a Black Friday com aumento de 25% em relação ao ano anterior. Já as vendas no varejo físico tiveram um declínio de 25,5% o que pode ser justificado pela pandemia. Segundo a IBM, 86% dos consumidores estão com medo de sair de casa e preocupados com a segunda onda de COVID-19. 

Segundo a pesquisa da Ebit/Nielsen houve um aumento no número de novos consumidores no e-commerce nacional, cerca de 17% fizeram a primeira compra online entre janeiro e março. 

A pesquisa da IBM também mostra que os brasileiros vão mudar outros hábitos durante as férias de final de ano. Pelo menos 20% dos entrevistados vão priorizar o uso de carro pessoal ao invés de fazer viagens de avião. E mais da metade das pessoas que costumam viajar durante o Natal e Ano Novo pretendem viajar menos este ano.

Fonte: IBM; Ebit/Nielsen

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