Apple perde 1ª lugar das empresas mais valiosas do mundo para petrolífera saudita

Apple perde o posto de empresa mais valiosa do mundo
A petrolífera saudita Aramco realizou o maior IPO da história nesta sexta-feira (06) e acabou por tomar o posto da Apple como empresa mais valiosa do mundo

Pouco depois de recuperar o posto de empresa mais valiosa do mundo, a Apple, que havia sido ultrapassada pela Amazon em junho desse ano, se viu mais uma vez no segundo lugar do pódio. Isto porque, nesta sexta-feira (06), a petrolífera estatal saudita Aramco, uma das maiores do ramo de produção do óleo, se tornou também a maior empresa do mundo em valor de mercado.

Em números, o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da companhia saudita levantou mais de US$ 1,7 trilhão, enquanto a Apple está avaliada em US$ 1,2 trilhão. Embora a diferença possa parecer pouca, a margem de US$ 500 bi que separa as duas empresas é o suficiente para afastar a Apple do primeiro lugar por algum tempo.

Embora o valor arrecadado já seja estarrecedor, o príncipe saudita, Mohammad Bin Salman, esperava que a operação rendesse mais de US$ 2 trilhões para a empresa. Ainda assim, a Aramco registrou o maior IPO da história, superando com folga os 25 bilhões levantados no IPO do gigante chinês do comércio eletrônico, Alibaba.

Apple perde o posto de empresa mais valiosa do mundo
A Aramco é a maior empresa do ramo petrolífero em reservas e produção de petróleo bruto (Imagem: The New York Times/Reprodução)

Na oferta inicial de ações da Aramco, cada ação foi vendida por US$ 8,53, o valor mais alto estipulado pela companhia antes da operação. Com aproximadamente três bilhões de papéis vendidos, a Aramco só precisou renunciar a 1,5% do seu capital, mostrando que o mercado estava ávido por sua chegada à bolsa de valores.

Após a chegada da companhia saudita ao pódio, o top 5 de empresas mais valiosas do globo, no que tange a capitalização, deixa de abrigar apenas companhias de tecnologia, passando a ter a seguinte ordem:

  1. Aramco;
  2. Apple;
  3. Microsoft;
  4. Amazon;
  5. Alphabet (Google).

Guerra comercial continuará a atingir o caixa da Apple

No início de dezembro (03), a Apple viu outro abalo atingir seu setor financeiro: desde agosto a empresa não via suas ações caírem tanto em um dia (3%). Não foi preciso muito para constatar que a reação se deve à instabilidade na guerra comercial entre a China e os EUA, que acabam por obrigar a empresa a absorver tarifas para continuar competitiva.

E conforme observou o iMore, com o presidente Trump se recusando a assinar qualquer acordo que não seja “muito bom” do ponto de vista americano, fica difícil afirmar que essa dor de cabeça da Apple (e de várias outras empresas) passará tão cedo.

De qualquer forma, tendo em vista que as ações da empresa subiram de US$ 175 para US$ 219 ao longo do ano, e que a empresa registra mais receitas do que nunca até mesmo quando suas vendas estão baixas, graças ao impulsionamento do seu setor de serviços, os investidores que apostarem na companhia não devem se preocupar muito.

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