Apoiador de Trump “compra” Twitter para tentar expulsar Jack Dorsey

Twitter
As informações indicam que Paul Singer, da investidora Elliott Management, pode retirar Jack Dorsey do comando do Twitter e, possivelmente, usar a rede social para fins políticos

A Elliott Management, uma das maiores companhias de investimento do mundo e responsável por parte do Twitter, está planejando realizar uma grande mudança dentro da rede social e o primeiro alvo deve ser o atual CEO, Jack Dorsey. De acordo com o site Bloomberg, as informações foram reveladas por uma fonte anônima.

Recentemente, Dorsey revelou que vai trabalhar na África por até seis meses durante o ano e, aparentemente, isso aumentou o interesse da Elliott na rede social. Atualmente, há três cadeiras livres para o conselho da empresa, e a Elliott está indicando quatro nomes para ocupar as posições. A companhia também é uma conhecida apoiadora do Partido Republicano, então é possível que a mudança seja realizada para atingir fins políticos.

Twitter pode ceder à política dos EUA

O CEO da Elliott, Paul Singer, é conhecido pelo seu envolvimento no cenário do Partido Republicano dos Estados Unidos. Nas eleições de 2016, ele esteve contra Donald Trump, mas após a vitória tornou-se apoiador do atual governo. Por isso, há uma grande preocupação com o rumo que o Twitter pode seguir caso a empresa de investimento tome as rédeas da situação.

Os outros investidores do Twitter não estão felizes com a decisão de Dorsey e acreditam que isso vai afetar o foco do profissional. “Um CEO de meio período que está se mudando para a África? Já basta”, disse um dos investidores.

Jack Dorsey
O CEO do Twitter, Jack Dorsey, pode perder a posição por influência da Elliot Management

Aproveitando o cenário, Singer, que é conhecido como o “investidor mais temido do mundo”, pode assumir a liderança do Twitter e criar um lugar favorável para o crescimento positivo do Partido Republicano nos Estados Unidos.

Há alguns meses, o Twitter revelou que não vai mais permitir propagandas políticas dentro da rede social de microblogging. O anúncio foi realizado no perfil de Jack Dorsey, revelando que publicidades partidárias não poderão ser mais exibidas na plataforma. Algumas propagandas políticas, como o recenseamento eleitoral, serão permitidas.

“Decidimos interromper toda a publicidade política no Twitter globalmente. Acreditamos que o alcance da mensagem política deve ser conquistado, não comprado. Por quê? Algumas razões”, publicou o atual CEO da rede social.

Fonte: Input Mag e Bloomberg

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