Amazon quer testar todos os funcionários da empresa para COVID-19

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Jeff Bezos formou equipe dentro da Amazon para desenvolver testes, com expectativa de construir em breve seu primeiro laboratório interno

Com mais de dois milhões de casos confirmados no mundo todo, o coronavírus é foco dos esforços de governos, especialistas da saúde e diversas empresas que buscam formas de conter a disseminação do vírus. Levando a pandemia em consideração, hoje, Jeff Bezos, diretor-presidente da Amazon, disse em uma carta para acionistas que a gigante de varejo online está desenvolvendo capacidade de teste para a COVID-19 como primeiro passo para um sistema de exames regulares de funcionários no mundo todo.

O bilionário e fundador da gigante de comércio eletrônico descreveu diversas medidas tomadas pela empresa para conter o coronavírus entre os funcionários da empresa. No comunicado, o empresário também descreveu outras medidas que a empresa tem tomado para conter o novo coronavírus: desde o encerramento temporário de serviços não essenciais como a Amazon Books até a revisão de processos na Whole Foods.

Próximos Passos

Ainda de acordo com Bezos, o próximo passo é a realização de testes em todos funcionários, incluindo os que não apresentam sintomas. Vale ressaltar que no início de abril a Amazon entrou em contato com presidentes de dois fabricantes de testes de coronavírus, em busca de como testar sua equipe e reduzir o risco de infecção em seus depósitos, de acordo com notas de reuniões internas vazadas. Porém, a empresa formou uma equipe de cientistas, gerentes e engenheiros de software para desenvolver capacidade de testes internos, com a expectativa de construir em breve o primeiro laboratório de para atender a demanda dos funcionários.

“Testes regulares em escala global, em todos os setores, ajudariam a manter as pessoas seguras e a colocar a economia em funcionamento novamente. Para que isso funcione, nós, como sociedade, precisaríamos de muito mais capacidade de teste do que a disponível atualmente”,

disse Jeff Bezos, CEO da Amazon
Amazon quer testar todos os funcionários da empresa para COVID-19 Jeff Bezos formou equipe dentro da Amazon para desenvolver testes, com expectativa de construir em breve seu primeiro laboratório interno
O bilionário e fundador da gigante de comércio eletrônico descreveu diversas medidas tomadas pela empresa para conter o coronavírus entre os funcionários da empresa.

Medidas na pandemia

Nos últimos anos, Bezos raramente deu entrevistas na mídia ou comentou publicamente sobre assuntos relacionados a Amazon. Mesmo com a infecção de funcionários e problemas nas cadeias de suprimentos, a empresa trabalha para manter as operações de comércio eletrônico em andamento e tenta manter a estratégia de abordar apenas o essencial sobre os negócios da empresa no mundo.

Ainda de acordo com a carta aos investidores, o fundador da Amazon realçou que, a nível mundial, já foram retiradas 500.000 ofertas e foram encerradas 6.000 contas de utilizadores, por aproveitamento da pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2.

Amazon responde as críticas

As iniciativas surgem em meio às críticas de que a Amazon não estava fazendo o suficiente para proteger os trabalhadores nos armazéns e nas rotas de entrega. Na carta, Bezos também reiterou anúncios anteriores da empresa de que máscaras faciais e verificações de temperatura são oferecidos em unidades de todo o mundo.

Em março Bezos enviou uma nota a funcionários, agradecendo-lhes pelo trabalho e prevendo que o surto iria “piorar antes de melhorar”. Depois disso, visitou um depósito da empresa nos arredores de Dallas usando uma máscara, onde posou para tirar selfies com funcionários.

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As iniciativas surgem em meio às críticas de que a Amazon não estava fazendo o suficiente para proteger os trabalhadores nos armazéns.

Bezos, como de costume, incluiu em sua nota uma cópia da Carta aos Acionistas de 1997. É uma maneira de lembrar ao público que a estratégia da Amazon de priorizar o longo prazo e a satisfação do cliente em detrimento dos lucros de curto prazo deu retornou aos investidores.

No ano passado, Bezos usou sua carta anual para argumentar que o crescimento da Amazon havia beneficiado lojistas terceirizados que vendem no site. Os comentários foram amplamente interpretados como uma resposta aos críticos que afirmam que a Amazon acumulou muito poder de mercado e que deve ser dividida.

Fonte: Bloomberg

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