Senado dos EUA finaliza acordo de US$ 2 trilhões para salvar a economia do país do COVID-19

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Acordo aprovado nesta quarta-feira (25) cria formas de garantir que empresas e trabalhadores tenham renda para superar este momento de crise
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Depois de muitas discussões, o Senado dos Estados Unidos finalmente chegou a um consenso sobre o acordo que prevê um plano federal de estímulos à economia do país nesta quarta-feira (25). O plano prevê que seja investido um total de US$ 2 trilhões em auxílios financeiros para empresas, trabalhadores e no sistema de saúde em combate à pandemia do COVID-19.

O investimento, que foi chamado pelo senador Mitch McConnell (líder da maioria Republicana do Senado) de “nível de investimentos de tempos de guerra”, é maior do que PIB brasileiro de 2019 em valores correntes. Isto porque este auxílio tem um valor convertido em reais de aproximadamente R$ 10,2 trilhões, enquanto o PIB brasileiro do ano passado teve um valor corrente de R$ 7,3 trilhões.

O pacote de estímulos, que poderá ser o mais amplo de toda a história dos Estados Unidos, ainda precisa ter alguns detalhes acertados antes de ser enviado para a aprovação do presidente Donald Trump, mas a urgência dessas medidas pode acelerar todo esse processo. Isto porque a Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira (24) estar preocupada com a velocidade que tem aumentado o número de casos de infectados pelo COVID-19 no país, e teme que ele possa se tornar o novo epicentro da doença no mundo.

O que está neste acordo

Mitch McConnell acordo
Mitch McConnell, líder da maioria do Senado e um dos responsáveis por finalizar o acordo (Imagem: Associated Press)

Já sendo discutido há semanas, o grande empecilho para que este acordo não fosse aprovado mais rápido foram os senadores do Partido Democrata, que barraram duas outras versões do projeto que concediam muitos benefícios para as empresas mas pouco investiam no sistema de saúde ou protegiam os trabalhadores que ficariam desempregados ou obrigados a não trabalhar por longos períodos de tempo durante a crise.

Na versão que foi aprovada nesta quarta-feira (25), o acordo não apenas prevê empréstimos praticamente sem juros para empresas que estão sofrendo com a crise, mas também prevê um programa de remuneração direta para os trabalhadores (algo parecido com um programa de renda básica universal), ampliação dos benefícios do seguro-desemprego, mais dinheiro para os fundos dos estados para que possam combater a crise, e uma ajuda governamental para que as pequenas empresas possam continuar remunerando seus funcionários em quarentena sem correr o risco de quebrar.

Segundo a agência de notícias Reuters, os fundos deste pacote deverão ser divididos da seguinte forma:

  • U$ 500 bilhões para a concessão de empréstimos para as grandes empresas que estão sendo diretamente afetadas pela pandemia;
  • US$ 500 bilhões para se efetuar pagamentos diretos de até US$ 3 mil para todas as famílias do país que não estão podendo trabalhar neste período de confinamento;
  • R$350 bilhões para empréstimos especiais para pequenas empresas, para que elas possam se manter abertas, pagar seus funcionários em quarentena e retornar seus negócios após o fim da crise;
  • US$ 250 bilhões para ampliar o auxílio desemprego e garantir que as pessoas que perderam seus trabalhos não fiquem desamparadas caso demorem para conseguir outro emprego
  • US$ 100 bilhões em investimentos em hospitais, nos sistemas de saúde e outras necessidades ligadas à saúde;
  • US$ 150 bilhões que serão investidos na forma de ajuda federal para que governos municipais e estaduais possam combater o surto da doença.

De acordo com Chuck Schumer (líder do Partido Democrata no Senado), este novo plano é semelhante ao “Plano Marshall”, fazendo referência ao pacote de medidas financiadas pelos Estados Unidos e que serviram para ajudar a reconstruir a economia da Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

Até o momento, mais de 55 mil pessoas já foram infectadas com COVID-19 no país, o que fez com que cerca de um terço da população americana já esteja confinada em regimes de quarentena para evitar a disseminação do vírus. A esperança é que, com a aprovação deste pacote de investimentos, mais pessoas se isolem em suas casas (pois não haverá mais o receio de que perderão seus empregos ao fazer isso) e a doença possa ser contida mais rapidamente no país.

Fonte: G1

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