Ações da Zoom valorizam 250% e ultrapassam AMD e Uber

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As ações da startup dispararam por conta da pandemia do novo coronavírus e das medidas de distanciamento social

Só neste ano, as ações da startup Zoom, que oferece chamadas de vídeo em grupo, valorizaram 250% e seguem em alta no mercado financeiro. Isso aconteceu por conta das medidas de distanciamento social motivadas pela pandemia do novo coronavírus.

Em tempos de pandemia, precisamos nos adaptar a trabalhar, estudar e nos relacionar com familiares e amigos de maneira remota. A Zoom surfou nessa onda e se tornou a plataforma favorita de chamadas de vídeo em grupo entre os usuários, tanto no Brasil quanto no mundo. E isso aconteceu mesmo com os gigantes Google e Facebook oferecendo serviços parecidos.

Atualmente, o valor de mercado (preço de cada ação multiplicado pela quantidade de papéis) da Zoom é de US$67,43 bilhões. Já o valor das ações da startup, que foram de US$68 para US$239 em seis meses, supera algumas gigantes globais, como AMD, GE, Petrobras e Uber.

Altos e altos das ações da Zoom em 2020

Logo da Zoom, cujas ações valorizaram 250%
Ações da Zoom foram impulsionadas pela pandemia do novo coronavírus

Entre segunda-feira (15) e esta terça-feira (16), as ações da Zoom valorizaram 9%, o que marcou um recorde de valorização. Entre maio e junho, a empresa valorizou 45% no mercado financeiro. Esse desempenho ultrapassa até o da Tesla, de Elon Musk, que valorizou 130% neste ano. 

Confira abaixo um gráfico que compara a valorização da Zoom, Tesla e NASDAQ-100 (índice de bolsa que reúne 100 das maiores empresas não financeiras da bolsa norte-americana NASDAQ) em 2020:

Desempenho das ações da Zoom
Ações da Zoom valorizam 250% e ultrapassam AMD e Uber

Parte do sucesso das ações da Zoom durante a pandemia vem do fato de a startup oferecer um serviço acessível, funcional e gratuito. Culturalmente falando, a plataforma acabou se tornando um marco desta fase de transição entre “mundo pré-pandemia” e “mundo pós-pandemia”.

Segundo o colunista Nigam Arora, do site MarketWatch, o bom desempenho da Zoom no mercado financeiro em 2020 vem, também, do smart money. Este é o nome dado ao dinheiro que se aplica em oportunidades durante uma crise.

O valor de mercado da Zoom já ultrapassou diversas gigantes de vários setores. Veja abaixo:

  • Unilever (US$64 bilhões);
  • GE (US$63,3 bilhões);
  • Grupo CME (US$62,6 bilhões);
  • Colgate-Palmolive (US$62,4 bilhões).

Se o crescimento da startup continuar neste ritmo, a previsão é que, em breve, seu valor de mercado ultrapasse até o do grupo financeiro multinacional Goldman Sachs.

Um artigo publicado recentemente pelo site The Motley Fool apontou que num futuro próximo a Zoom pode integrar o índice americano S&P 500, que lista as 500 maiores empresas na Bolsa de Nova York.

Porém, o colunista Arora alerta que o preço das ações da startup no mercado financeiro pode despencar no pós-pandemia. Isso porque quando a população mundial voltar, gradativamente, às relações presenciais, a demanda por chamadas de vídeo para trabalhar, estudar e se relacionar vai cair.

Questões de segurança

CEO da Zoom
CEO da Zoom, Eric Yuan

Apesar do sucesso atual da Zoom, é preciso relembrar que, recentemente, a startup se envolveu em polêmicas relacionadas a segurança e criptografia. No final de abril, a startup removeu códigos de seu app no iOS que estava compartilhando dados com o Facebook. A medida foi necessária porque o SDK do Facebook estava coletando informações dos usuários sem autorização.

Além disso, milhares de usuários reportaram, no começo do ano, que suas informações pessoais, como endereço de e-mail e fotos, foram compartilhadas com estranhos. Outro problema é que as chamadas do aplicativo ainda não são criptografadas ponta-a-ponta.

Países como a Alemanha, Austrália e Taiwan chegaram a pedir às agências de seus governos para pararem de usar o Zoom para videoconferências. Google e SpaceX também pediram isso aos seus funcionários.

A startup está tentando resolver as falhas de segurança e contratou dezenas de consultores em segurança para isso. A empresa está usando, também, os serviços de segurança cibernética da CrowdStrike.

Além de aprimorar sua infraestrutura, a Zoom fez acordo com a Oracle e anunciou a aquisição da Keybase, que é um serviço de compartilhamento de mensagens. A ideia é incorporar, finalmente, a criptografia de ponta-a-ponta na plataforma.

Fontes: The Next Web e InfoMoney

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