Brasília é a primeira cidade a receber o 5G da Oi

O 5G já está disponível em 80% da capital federal com velocidade bem superior ao do 4G
A rede 5G da Oi abrange cerca de 80% da cidade e chega a transmitir 500 Mbps de velocidade; operadora usa tecnologia DSS enquanto não ocorre o leilão do 5G
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Brasília, a capital federal do Brasil, é a primeira cidade a receber o 5G da Oi. Com velocidade 5 vezes superior ao 4,5G, a operadora afirma que o serviço já está disponível em todo o Plano Piloto e nas regiões adjacentes, com cobertura de mais de 450 km² de extensão.

O sinal 5G é a aposta da tecnologia para a próxima década. Isso porque, o sistema promete revolucionar a experiência online e melhorar a conexão e o uso da internet no mundo. Além da velocidade, que é muito superior ao da banda atual, o sinal 5G deve criar um ambiente saudável para conexões inteligentes, pois, a cobertura dele também é superior a que conhecemos hoje.

No caso da Oi, ao Correio Braziliense, o vice-presidente de clientes, Bernardo Winik, afirmou que a transmissão de dados pode chegar a 500 Megabits por segundo, contra os cerca de 20 Megabits que alcança o 4G. Segundo ele, a operada criou uma faixa dedicada para rede visando promover uma experiência diferenciada aos clientes. “Nos nossos testes conseguimos velocidades de até 500 Mbps, com latência muito baixa. Além disso, não estamos lançando em um bairro, nossa cobertura é de 80% da cidade”, afirmou.

Com isso, a Oi se junta as outras grandes operadoras que já começaram a fornecer o serviço no Brasil. No entanto, ela faz um movimento diferente da Claro e da Vivo, que começaram a ativação por cidades mais populosas, como São Paulo e Rio de Janeiro, e muito parecido com a Tim, que começou por cidades do interior.

Como vai funcionar o 5G da Oi

Assim como nas outras operadoras, o sinal 5G da Oi aproveita parte da frequência do 3G através do sistema DSS
Businessman on blurred background using 5G network with mobile phone 3D rendering

Segundo a operadora, o 5G estará disponível para todos os clientes da marca que tenham um plano de internet móvel. No entanto, para usar o serviço, é preciso que o usuário tenha um aparelho compatível com a tecnologia.

De acordo com Winik, a banda vai usar a mesma frequência da conexão 3G. Desta forma, devido ao baixo uso do sistema que tem se tornado obsoleto, foi retirado 10 Megahertz de frequência e cedido para a implementação da rede 5G. Esse movimento precisa ser feito, pois, diferente de outros países, o Brasil ainda não realizou o leilão para decidir quem pode explorar a frequência da rede 5G no país.

Por isso, as operadoras de celulares estão usando a tecnologia DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, em tradução livre), que permite a divisão de uma frequência já existente para que outra nova possa trafegar. Esse processo, no entanto, não permite que todo o potencial do 5G seja aproveitado, portanto, a velocidade apresentada hoje pelas empresas não é exatamente a que deve ser oferecida aos usuários futuramente.

Em nota à imprensa, o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, disse que a nova rede passará pela estrutura de fibra ótica da operadora que já existe na capital federal. “Essa rede será fundamental para escoar o tráfego do 5G do mercado como um todo quando a nova tecnologia for plenamente implementada no Brasil, após o leilão do espectro”, comentou.

Leilão do 5G

Em fevereiro deste ano, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu um edital do leilão de faixas 5G para consulta pública. Na ocasião, a agência propôs conceder as faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

Já em setembro, o atual ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que a realização do leilão da frequência para a rede 5G deve acontecer entre abril e maio de 2021. Este prazo já foi postergado por algumas vezes, mas, hoje, segundo ele, a pasta está desenvolvendo um estudo técnico para viabilizar a concorrência.

Em junho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto tornando automática a renovação das licenças de radiofrequências brasileiras. Este era um ponto que trazia insegurança para as operadoras, pois, segundo elas, caso tivessem que readquirir as licenças, o valor reservado para investir na implantação da rede 5G teria que ser usado.

Segundo especialistas, não há mais questões burocráticas que impeçam a realização do leilão. Agora, o essencial é que a Anatel realize os estudos necessários e que, conforme regra do Estado brasileiro, o TCU (Tribunal de Contas da União) confira os valores que servirão de base para o leilão.

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